Caminhos Opostos
Militantes petistas devem estar desapontados e até desanimados com Lula. Enquanto a militância estimulava uma presença maciça em Curitiba , no dia do depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, a defesa do petista , ardilosamente, entrava na Justiça com um disparatado pedido de habeas corpus, solicitando a nulidade do processo, com o intuito único e exclusivo de postergar o interrogatório.
Bravatas em discursos como candidato
Lula chegou a bravatear em várias entrevistas e em palanques petistas que estava "doido" para prestar depoimento e conhecer as provas contra ele na ação penal em que aparece como réu, por supostos recebimentos de vantagens indevidas da empreiteira OAS. Num discurso, falando como "candidato antecipado" às eleições presidenciais de 2018 ( o que no rigor da lei é considerado crime eleitoral) chegou a sugerir com ironia, que o prendessem logo, antes que voltasse a ser presidente e mandasse prender os que hoje o acusam.
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Expectativa “midiática”
O momento prometia ser "midiático". A defesa do ex-presidente chegou a solicitar autorização para filmar o depoimento com equipamento de alta definição, para em posterior edição transformar o depoente em vítima das "caluniosas acusações" e de perseguição dos adversários políticos e da Justiça.
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Mobilização
Além de demonstrar total confiança no enfrentamento com o juiz Sérgio Moro, Lula pedia uma monstruosa mobilização em Curitiba no dia do depoimento por parte da militância , dos movimentos sociais e sindicatos.
Inesperada “melação”
Apesar de toda essa articulação, o ex-presidente, provavelmente, já tramava com sua defesa uma escapada na "reta final" e, faltando 48 horas para o "grande dia" , contrariando as expectativas de seus fiéis seguidores, surge com essa ação inesperada , visando "melar" o processo.

