Apesar de toda a crise política em curso no Legislativo, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) costura alianças, conquista importantes apoios e pode ser candidato único à sucessão de Renan Calheiros na presidência do Senado
Imune
Nem mesmo a forte turbulência ocorrida no Senado, em função do depoimento do ex-diretor da Odebrecht, Claudio Mello Filho, citando dezenas de políticos receptores de propina , enfraqueceu a candidatura de Eunício Oliveira (PMDB-CE) à sucessão de Renan Calheiros na presidência da “Casa”.
“Costura” Interna
Eunício pleiteia o cargo há algum tempo. Teria iniciado conversações com Romero Jucá, atual presidente da sigla e líder do governo no Congresso, ainda em 2015. Desde então tenta costurar alianças e garantir apoio interno, a fim de evitar o surgimento de algum outro nome do partido para disputar a indicação. Já conta, inclusive, com o apoio de Michel Temer e do próprio Renan Calheiros.
Encontro com tucanos
Na última terça-feira foi convidado a participar do encontro semanal do PSDB.Na ocasião ouviu de Aécio Neves a promessa de apoio da bancada ao seu nome. O presidente “tucano” relacionou esse apoio a participação do seu partido na Mesa Diretora e de outras questões internas da Casa, como, por exemplo, a divulgação com antecedência de pautas e projetos a serem votados.
Partidos de Oposição
Além do PSDB outros partidos já sinalizaram “simpatizar” com o nome de Eunício. PSB , PDT e até o PT (partidos de oposição ao governo Temer) prometem apoio desde que haja respeito a proporcionalidade das bancadas na formação da Mesa Diretora.
Sem concorrência
Aparentemente alheia à crise política, a candidatura de Eunício promete continuar “encorpada” inclusive durante o recesso parlamentar, conquistando novas adesões e apoios, o que certamente inibirá o aparecimento de outro nome interessado em entrar na disputa
*Com assessorias

