Aliados de Dilma assediam  senadores supostamente  indecisos e sonham com um improvável número de ausências no plenário do Senado, no dia da votação final


Reta Final

Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff ainda tentam, na reta final do julgamento do processo , reverter alguns votos de senadores favoráveis ao impeachment.As possibilidades de “virada no placar” são remotas e o tempo está cada vez mais curto, até a votação final, prevista para amanhã(30).


Intervenção no Maranhão

Nos bastidores do Senado as informações são de  que a direção petista propôs intervenção nos diretórios de Imperatriz, Codó e Timon, no Maranhão, em troca dos votos dos senadores do estado a favor de Dilma. A intervenção nos diretórios visa anular pré candidaturas à prefeituras  dos três municípios e abrir caminho para candidaturas apoiadas pelos senadores maranhenses.

João Alberto (PMDB), Edson Lobão(PMDB) e Roberto Rocha(PSB) estão com dificuldades eleitorais em seu estado e são adversários políticos do governador Flávio Dino (PCdoB).  A estratégia proposta pelo PT seria a ausência dos três senadores no plenário no dia da votação.Lobão e João Alberto estão incluídos pelos petistas no bloco dos “indecisos”. Já João Alberto não compareceu à sessão de segunda-feira.


Sonhando com ausentes...

Outras possíveis ausências reforçam o otimismo dos petistas. Acir Gurgaz (PDT-RO) recebeu proposta semelhante a oferecida aos seus pares do Maranhão.

 Wellington Fagundes, internado no fim de semana com diverticulite,  não é presença garantida.

Jader Barbalho que já foi contra o impeachment, mas votou favoravelmente a pronúncia da presidente afastada , é outro senador que pode não aparecer na sessão de votação de amanhã. 

Outro “convidado” a não aparecer no plenário é Ivo Cassol (PP-RO), condenado por crimes contra a administração pública ao fazer licitações irregulares  quando era prefeito do município de Rolim de Moura.

 

... e indecisos.

Romário (PSB-RJ) também está na lista de abordados pelo PT. O ex-jogador afirma ainda estar em dúvida sobre o seu voto. Seu sonho de  concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro, não obteve  apoio do atual prefeito  Eduardo Paes (PMDB) . Petistas sinalizam não lançar candidato ao governo em 2018, caso o senador fluminense decida concorrer .

O PT também admite abrir mão de lançar nomes ao Senado e ao governo do DF em 2018 para facilitar “a vida” do senadore Reguffe (Sem partido) .


Os incógnitos Collor...

Um encontro, cercado de mistérios, entre o Fernando Collor (PTC-AL) e Dilma , na última sexta-feira , também aumenta as esperanças dos petistas mais otimistas. Para alguns o encontro, que durou cerca de duas horas, pode ter sido um sinal de apoio do ex-presidente à  presidente afastada.


... e Renan.

O presidente do Senado, que até agora manteve neutralidade durante o processo, pode mudar de atitude e resolver votar na sessão, que estará sob o comando do presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Parlamentares próximos apostam que caso Renan vote será a favor do impeachment.


Refazendo as contas

Para Dilma ser afastada definitivamente da presidência é necessário que 54 senadores votem a favor do impeachment. A ausência de parlamentares no plenário no dia da votação pode favorecer e até reverter a situação a favor da presidente afastada.

É difícil, mas não impossível...