Será? Renan Calheiros e Michel Temer almoçaram juntos e não conversaram sobre o processo de impeachment; segundo o presidente do Senado não existe pressão do Planalto para a conclusão do julgamento; e na agenda do ainda presidente interino, uma viagem à China no começo de setembro


Sem pressa, mas...

O Senado Federal pode concluir o processo de impeachment de Dilma Rousseff ainda esse mês. O presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), prevê que o início do julgamento em plenário aconteça até o dia 26 desse mês. A Casa não deve votar projetos durante a semana para não atrapalhar os trabalhos da Comissão Especial do Impeachment.


...acelerando

O ministro Ricardo Lewandowski, que comandará a sessão de julgamento, deve se reunir  com líderes partidários, logo após a apreciação da pronúncia pela Comissão Especial, para organizar os procedimentos de votação do processo no plenário do Senado.

Segundo Renan, se a pronúncia de Dilma acontecer no próximo dia 9 ou 10, o julgamento final poderá ser iniciado em 25 ou 26 de agosto e, ainda de acordo com o presidente do Senado, os senadores poderiam trabalhar no fim de semana na oitiva de testemunhas para o veredicto ser conhecido no dia 29.


Sem pressões do Planalto, mas...

Renan e Temer almoçaram juntos na tarde de ontem  e o presidente do Senado voltou a afirmar que não sofreu nenhum tipo de pressão do presidente interino para apressar o processo de impeachment. Aliás, segundo o senador , a votação do processo de  impeachment nem entrou na pauta de conversas  durante o almoço.  “Conversamos sobre a conjuntura, a agenda legislativa, as expectativas econômicas e os resultados que começam a aparecer. O presidente não faria a mim esse apelo. Jamais. O presidente não falou da votação do processo”, afirmou Renan.


...  sem interinidade na China

Apesar das negativas de Renan, o comentário geral nos "corredores do Congresso"  é que o Planalto tem pressionado  pela conclusão do processo do impeachment ainda no mês de agosto. O principal motivo da “pressa” do Planalto é uma viagem à China ,no início de setembro,para uma reunião do G20. Temer gostaria de comparecer ao evento “desvinculado da interinidade”, já oficializado como presidente da República.