Só em 2017...

O julgamento da ação de cassação da chapa da presidente Dilma Rousseff e de seu vice Michel Temer deve ficar para o ano que vem. A “previsão” é do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE. O processo ainda está em fase de acolhimento de provas. A chapa responde por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014, segundo acusação formalizada  pelo PSDB.


... por via Indireta

Se resultado do julgamento não sair até dezembro deste ano, não haverá possibilidade de eleição direta para Presidência. De acordo com a Constituição Federal., se a cassação ocorrer em 2017,  os substitutos de Dilma e Temer serão escolhidos, no prazo de 30 dias, por eleição indireta pelo Congresso Nacional.


Etapa demorada

Segundo Gilmar Mendes, a etapa em que se encontra o processo é demorada Cada uma das empresas citadas que prestaram serviço para a campanha presidencial devem ser analisadas. Após essa coleta de documentos, vem a fase de tabulação e laudos do TSE sobre os dados.


Separação de responsabilidades

A defesa de Temer solicitou separar as responsabilidades de seu cliente das responsabilidades de Dilma nas ações que pedem cassação pelas contas da campanha, mas a ministra Maria Thereza negou o pedido.. A defesa do peemedebista recorreu ao pleno do TSE , que ainda não tem data para deliberar sobre a ação. Segundo a defesa de  Temer, ele não pode ser responsabilizado por atos que são imputados no processo ao PT e a Dilma.


Caixa 2

Em depoimento, na semana passada, ao juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato, o marqueteiro João Santana – responsável pela campanha da chapa Dilma-Temer – disse que negou ter recebido caixa dois da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, ao ser preso em março, para não "destruir a presidente" no início do processo de impeachment.

João Santana e sua esposa Mônica Moura, alegaram inicialmente que repasses de US$ 4,5 milhões, feitos por um lobista em conta do casal na Suíça, eram pagamento de dívidas de campanhas eleitorais realizadas por eles no exterior.  No entanto, ambos acabaram  admitindo que o dinheiro era caixa dois da campanha da petista.



*Redação com assessorias