Aliados de Cunha apostam na falta de quórum para não votarem a cassação de Cunha em agosto, logo após o recesso parlamentar; já os líderes partidários aliados de Rodrigo Maia, prometem convocar bancadas para atingir quórum com "margem de segurança"
Pacificação aparente
Apesar do aparente clima de pacificação após a eleição do novo presidente, a temperatura política na Câmara tende a subir , em função da pauta de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) . Partidos da base “simpatizantes” de Cunha (leia-se Centrão) e partidos “apoiadores” do novo presidente da Casa , já travam uma batalha silenciosa sobre o “melhor momento” de colocar em votação, em plenário, a cassação do ex-presidente da Casa.
Em busca do Quórum
Líderes do “Centrão” apostam na falta de quórum para a votação ser realizada em agosto, logo após o término do recesso legislativo. Já os líderes partidários aliados de Maia, prometem convocar suas bancadas para garantir um número mínimo de parlamentares em plenário para votar a cassação.
Sem data definida
Rodrigo Maia (DEM-RJ) pensa em pautar a votação entre os dias 8 e 12 de agosto, mas ainda assim aguardará o resultado das articulações das lideranças partidárias que garantam o quórum mínimo necessário para que a votação aconteça.
“Margem de segurança”
Pelas regras da Casa, são necessários no mínimo 257 votos a favor para a cassação do mandato parlamentar . Para tanto, o novo presidente da Câmara quer a presença de, pelo menos, 460 deputados em plenário . Para Maia e aliados esse número consolidaria uma margem de segurança suficiente para garantir a votação e a cassação de Cunha.
Jogo duro
Além do quórum para a votação da cassação de Cunha, Rodrigo Maia quer garantir
também quórum para as votações no
período que antecede as eleições municipais de outubro.A partir de agosto Maia tentará
garantir quórum para votações durante três dias por semana.
“Óbvio desconto”
Ao ser questionado por jornalistas se cogita descontar o dia dos faltantes, Maia respondeu “É óbvio, pauta marcada deputado tem que estar presente. Em qualquer trabalho é assim, se você marcou uma data para que os deputados estejam aqui para votar é importante que todos votem”, explicou.
*Redação com informações da Agência Brasil e assessorias


