Nocaute 

Se o cenário da CCJ fosse um "ringue de boxe", seria correto afirmar que Cunha e aliados  "nocautearam”  os deputados pró-cassação. O presidente da  Comissão, Osmar Serraglio  (PMDB-PR) ao encerrar  a sessão , sem que fosse votado o relatório de deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) ,que pede a anulação da aprovação do pedido de perda de mandato de Cunha, no Conselho de Ética, contemplou o desfecho articulado pelos "manobristas regimentais" da  tropa de choque do ex-presidente da Câmara.


Base regimental

Serraglio alegou que a interrupção da sessão tem base regimental, mas foi encarada como mais uma manobra de aliados ( entre eles o próprio Serraglio) do ex-presidente da Câmara para livrá-lo da cassação. O presidente da Comissão pediu ainda aos parlamentares que tivessem “consciência” em relação ao motivo do adiamento da sessão; justamente outra sessão que iria determinar o sucessor do próprio Eduardo Cunha, na presidência da Casa.


Interinidade e confusão a serviço do PT

Ao sair da reunião da CCJ, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi cercado por repórteres e voltou a criticar o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Acusou o  parlamentar maranhense de ser o responsável pela confusão que existe na Câmara. "Temos aqui um presidente que está conduzindo essa interinidade a serviço do PT, da Dilma, do Lula", afirmou Cunha.

O peemedebista lembrou as sucessivas mudanças de decisão de Maranhão, como o cancelamento de sessão do impeachment de Dilma Rousseff, que depois foi desfeito. Nesta quarta-feira (13), Maranhão mudou a sessão de eleição do novo presidente da Casa de 16h para 19h e depois para 17h30.


Situações casuísticas

Cunha se disse “vítima política” dos que são contra o processo de impeachment."Graças a Deus vamos eleger hoje um presidente para voltar esta Casa a uma situação de normalidade", afirmou e voltou a criticar seus opositores. "Temos aqui situações casuísticas que têm um intuito político daqueles que foram contra o processo de impeachment e que perderam suas boquinhas, como PT e o PCdoB. Tentam me dar uma punição para compensar a situação do impeachment".


*Redação com assessorias