Aliados e regimento interno
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mesmo afastado, continua interferindo nas decisões que podem definir seu futuro político. Servindo-se do regimento interno, que conhece como poucos na Casa, e de seus aliados , o ex-presidente impetrou dois recursos na CCJ, alegando falhas no processo do Conselho de Ética que aprovou a cassação do seu mandato.
Mesmo que a Comissão recuse os argumentos de Cunha, em reunião marcada para esta terça-feira (12), não haverá mais prazo regimental, de duas sessões de plenário, para que o pedido de cassação do ex-presidente seja apreciado e votado ainda nesta semana.
Noite a dentro...
A sessão da comissão promete ser longa. Já foram registradas mais de 30 inscrições de membros do colegiado para debater o assunto. Outras 15 inscrições de suplentes também foram pedidas.
Se cada deputado falar durante os 15 minutos que têm direito pelo regimento, a sessão deverá avançar noite a dentro, inviabilizando o envio do processo de Cunha a tempo de ser votado em plenário,antes do recesso que terá início na sexta-feira.
Prazo Regimental
Para ser enviado ao plenário, segundo o Regimento Interno da Câmara, o relatório do Conselho de Ética teria que ser confirmado na reunião de amanhã (12) na CCJ. Depois, o texto teria que ser enviado ao plenário, que só poderia colocar o tema em pauta para votação final depois de duas sessões convocadas, com pauta deliberativa, pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA). As duas sessões necessárias só ocorrerão na quinta-feira em plenário, último dia dos trabalhos na Câmara antes do recesso.
Atrapalhando ainda mais
Outro expediente importante, que ocorre simultaneamente na Câmara, atrapalha ainda mais a situação e o andamento dos trabalhos sobre a cassação de Cunha. Trata-se da sucessão do próprio ex-presidente da Casa. Uma campanha interna, que já conta com 20 declarados candidatos ao posto ocupado por Cunha, até o último dia 7, promete concentrar as atenções de todos os parlamentares nos próximos dias.
*Redação com assessorias

