Um conturbado processo de sucessão

Depois da renúncia de  Eduardo Cunha (PMDB-RJ)à presidência da Câmara,  as atenções dos parlamentares  se voltaram para a eleição do seu sucessor.

A data da eleição, determinada pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA), próxima quinta-feira (14), provocou descontentamento e  desentendimento entre todas as “correntes partidárias” da Casa.

A disputa, quando a renúncia de Cunha era apenas suposição ,não despertava maiores interesses dos deputados. Entretanto, desde o último dia 7, quando Cunha oficializou sua “despedida”, acirraram-se os ânimos entre os candidatos a candidatos, gerando um racha na base de apoio ao governo.


Recorde de candidatos

Mais de 20 deputados já se lançaram candidatos Algumas bancadas já lançaram até mais de um nome para disputar o pleito. O PT, não lançou nenhum nome e “promete” apoiar um candidato “anti-Cunha”.  O PCdoB “flerta” com o candidato Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas não descarta apoiar nomes de outros partidos.


Voto secreto

A eleição vai ser secreta e será necessário um quórum mínimo de 257 dos 513 deputados. Para que o novo presidente da Câmara seja eleito em primeiro turno é preciso a maioria absoluta dos votos. Se nenhum candidato alcançar o número, um segundo turno entre os dois mais votados será realizado. Neste caso, basta a maioria simples dos votos para eleger o novo presidente.


Auditoria em "financiamentos cubanos"

O governo do presidente interino Michel Temer pretende investigar os investimentos realizados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na obra do Porto Mariel, em Cuba.

Sob o comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, a auditoria pretende examinar os contratos do porto e analisar se houve retorno em prestação de serviços  para empresas brasileiras. O empreendimento foi construído pela Odebrecht.


Operação Sigilosa

O financiamento do BNDES destinado ao porto em Cuba  foi concedido durante os governos Lula e Dilma, e, até maio de 2014 já havia consumido mais de R$ 1 bilhão, repassado à construtora Odebrecht .

A “operação” deveria ser sigilosa, pois segundo o governo  brasileiro, a revelação dos detalhes do financiamento poderia colocar em risco as relações internacionais do país.


Alvo de investigações

A reforma do porto cubano já foi alvo de duas investigações do Ministério Público e de um pedido de apuração na Polícia Federal, a título de esclarecimento sobre a legalidade dos empréstimos concedidos pelo BNDES a empreendimentos em países como Cuba, Venezuela, Equador e Angola.


*Redação com assessorias