Lula entra em campo
Na reta final para a votação do processo de impeachment, Lula resolve queimar seus “últimos cartuchos” em Brasília, na tentativa de reverter a situação no Senado a favor de Dilma.
O ex-presidente desembarcou na capital federal na tarde de ontem (6), a fim de se reunir com alguns senadores na casa de Roberto Requião (PMDB-PR).Entre os convidados Cristóvam Buarque (PPS-DF) e Acir Gurgaz (PDT-RO), ambos declaradamente indecisos, na votação final do processo de impeachment ,que acontecerá em agosto.
Promessas
Na pauta de “promessas”, Lula deve acenar aos senadores indecisos com o compromisso de Dilma de convocar novas eleições e uma nova proposta de reforma política.
A própria Dilma já ensaiou um discurso de plebiscito junto com o próximo pleito municipal, em outubro, sobre uma nova eleição presidencial em 90 dias.
Árdua missão
A missão de Lula não é das mais fáceis. Dilma precisa de, no mínimo, 28 votos dos senadores para não ser afastada definitivamente da presidência.
Na votação que determinou o seu afastamento “temporário” o placar foi de 55 a 22, a favor do impeachment. Baseado nesses números ,o ex-presidente e demais aliados, precisam convencer pelo menos 6 senadores a “mudar de ideia”.
Urgência
derrotada
A tentativa do governo interino de aprovar a urgência para o projeto de lei (PLP 257) que trata da renegociação das dívidas dos estado e do Distrito Federal fracassou.
Pela proposta acertada com o governo, os estados conseguiram alongar a dívida em 20 anos, reduzindo o valor das parcelas. Os estados e o Distrito Federal terão carência de seis meses nas parcelas até dezembro.
Faltou pouco
Para ser aprovada, a “urgência governamental “precisava de 257 votos mas obteve apenas 253.
A urgência do projeto era considerada primordial pelo governo, que negociava sua aprovação desde o início da semana.
Nova rodada de negociação com deputados contrários ao texto e o relator deve ocorrer na terça-feira (12).
Menos um
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, a pedido do procurador-geral da República (PGR), o arquivamento de um dos inquéritos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Rodrigo Janot alegou falta de provas contra o senador no processo em que o procurador denunciou o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Renan ainda é alvo de outros 11 inquéritos, oito dos quais relacionados à Operação Lava Jato no âmbito do Supremo.
*Redação com assessorias

