Cunha e Temer no “confessionáro” I

A liderança do  Psol na Câmara Federal,  protocolou ontem (28) um requerimento solicitando que a Secretaria de Governo de  Michel Temer explique o teor de sua “conversa sigilosa” com o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O encontro, ocorrido no último domingo (26), no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência da República, foi confirmado pela assessoria do Palácio do Planalto. Cunha , embora afastado de sua função de comando, mantém articuladores políticos no governo Temer, –como o próprio líder do governo, deputado André Moura (PSC-SE).


Cunha e Temer no “confessionário” II

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o assunto discutido no encontro entre Temer e Cunha foi a sucessão da presidência da Câmara. Cunha tenta evitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que a recomendação de sua cassação seja votada em plenário. Já entrou com processo contra a decisão do Conselho de Ética da Câmara, na CCJ – colegiado repleto de aliados,a começar pelo presidente Osmar Serraglio (PMDB-PR) que nomeou outro aliado, Ronaldo Fonseca (PROS-DF) para ser o relator que analisará o recurso.


A Cunha quem é por Cunha

A escolha do deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) para ser o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do recurso apresentado por  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), gerou revolta em boa parte dos congressistas, principalmente entre os que participaram do processo de cassação do seu mandato no Conselho de Ética.

Escolhido pelo presidente da CCJ, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), Fonseca admite que sofrerá pressões, e nega ser aliado de Cunha, apesar de ter se manifestado favorável ao presidente afastado da Câmara em diversas ocasiões e de ter criticado duramente a atuação do Conselho de Ética, durante os trabalhos que culminaram com o pedido de cassação do mandato do  “não aliado” .


E o  Bolsonaro ...

Apesar  da falta de quórum (apenas quatro deputados apareceram para a reunião de ontem(28)),  o presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), instaurou processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusado segundo representação do PV, de apologia ao crime de tortura.

Bolsonaro  reverenciou o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido como torturador pela Justiça, durante a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, no Congresso Nacional.


...nem aí

 Bolsonaro não demonstrou nenhum sinal de preocupação com mais um processo instaurado contra ele. Após tomar conhecimento da instauração do processo, afirmou que tem “imunidade total” e ninguém pode proibí-lo de exercer sua liberdade de opinião e expressão.

É bom lembrar que já tramita contra o parlamentar outro processo, por apologia a cultura do estupro, por discurso proferido contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS).


*Redação com assessorias