Lava Jato não é “salvação”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a Operação Lava Jato não “salvará o Brasil” da corrupção sem participação popular. O procurador participou da abertura de um seminário sobre casos de corrupção  julgados no Brasil e na Itália.

Ao discursar no evento, o procurador disse que a Lava Jato é a “maior e mais profunda” investigação de combate à corrupção da história do país. No entanto, segundo Janot, o fim dos desvios de dinheiro público não depende somente dos procuradores e juízes.


Interino trapalhão

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), tomou cinco decisões diferentes e fez seguidos comunicados aos deputados sobre o funcionamento dos trabalhos da semana. A confusão esvaziou a Câmara, com líderes partidários tentando reorganizar os trabalhos diante do caos que se transformou a agenda oficial.

Na sexta-feira (24) Maranhão informou que não haveria sessão até a próxima sexta (1º de julho) em razão das festas de São João. Na manhã de sábado (25) o parlamentar voltou atrás e informou haveria sessões deliberativas. Ainda no sábado informou que as sessões seriam de debates e não mais deliberativas.

No domingo (26) pela manhã, informou que as sessões aconteceriam apenas na segunda e terça-feira. O restante da semana seria considerado feriado. Ainda no domingo à tarde mudou a própria decisão e informou que a sessão deliberativa ocorreria apenas na segunda-feira.


Caixa Dois em 2014

O marqueteiro João Santana deve admitir que recebeu dinheiro por meio de caixa dois durante a campanha de 2014. Pessoas chegadas a Santana acham que será difícil  ele rebater os indícios colhidos pela Lava Jato.

Mônica Laura, a esposa, também presa na Lava Jato, está fazendo delação e confirmou que empresas contribuíram na campanha usando o caixa dois.


O desabafo de Gleisi

A senadora Gleisi Hoffmann comentou pela primeira vez, no plenário do Senado, a prisão de seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo, na Operação Custo Brasil.

A parlamentar considerou que a operação teve um grande apelo midiático e questionou a quem interessaria a iniciativa da “ação”. Para ela a prisão do marido foi abusiva e fomentada para intimidar a atuação dos senadores que são contra o impeachment de Dilma.


CPI do CARF

Deputados querem prorrogar os trabalhos da comissão por mais 60 dias. Para o presidente da CPI, Pedro Fernandes (PTB-MA) a prorrogação é necessária para concluir todos os depoimentos previstos.

Na última quinta-feira o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) adiou por 15 dias o prazo de funcionamento da CPI, que tinha encerramento previsto para 2 de julho.


*Redação com assessorias