Indignada

A Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ficou indignada com a “invasão” policial no seu imóvel funcional, para cumprir mandato de busca e apreensão e prisão preventiva de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo.

Em nota divulgada ontem (23) a senadora estranhou um mandato de busca e apreensão ser expedito quase um ano depois de iniciado o processo  e questionou o motivo “preventivo” da prisão do marido.

Gleisi encerra a nota afirmando que existe uma tentativa de desviar o foco da opinião pública em relação ao governo atual e que a ação faz parte de uma manobra para garantir o impeachment.


Senado “na bronca” com ação da PF

O Senado entrou com uma reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Operação Custo Brasil, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (23).

A reclamação foi encomendada à Advocacia-Geral do Senado pelo presidente  Renan Calheiros e o primeiro-vice-presidente, Jorge Viana. Parte da operação envolveu o apartamento funcional de propriedade do Senado, ocupado pela  senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ,esposa do ex-ministro Paulo Bernardo, preso pela PF . Além da prisão do ex-ministro os policiais cumpriram mandato de busca e apreensão.

Segundo a direção do  Senado a ação ocorrida num imóvel funcional da Casa não poderia acontecer sem autorização do Supremo Tribunal Federal. Os mandados, que visavam apenas o ex-ministro, foram expedidos pelo juiz de primeira instância Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Criminal de São Paulo.


No último minuto

A defesa do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou ontem (23) na CCJ o recurso do parlamentar pedindo a nulidade dos atos praticados pelo Conselho de Ética, que levaram à aprovação de parecer pela cassação do mandato. 

O recurso foi protocolado faltando apenas um minuto para o esgotamento do prazo.


Cerceamento de defesa

No recurso enviado ao CCJ, Cunha alega cerceamento de defesa. Entre outros argumentos,  afirma que deveria ter tido novo espaço para uma defesa preliminar, quando houve a mudança de relator no Conselho de Ética.  

Na argumentação ainda constam  questionamento  do processo de votação nominal  e críticas ao presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), indicando  suspeição de suas posições durante a condução dos trabalhos. 


Prendendo muito ... prendendo mal

Para o sub-coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesp), Paulo Roberto Cunha Junior, a segurança pública é “um problema político”.

Durante sua participação ontem (23) no debate “Segurança Pública Para Quem?”  promovido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Cunha Junior afirmou que no Brasil “se prende muito e se prende mal”.


*Redação Painel Notícias