Campanha do candidato do PDT "desdém" do eleitor e da Justiça

Para poder aparecer no guia eleitoral de seu candidato à Prefeitura de Maceió, o prefeito Cícero Almeida deixou o PEN para entrar no PSD e assim estar na TV e na Rádio dizendo que Ronaldo Lessa é “o cara”. Almeida deve retornar ao programa de Lessa na segunda-feira (10). Durante todos os dias desde a sentença que tirou o prefeito do guia, a campanha de Lessa vem tentando mostrar ao eleitor que foi a coligação adversária de Rui Palmeira que o tirou do ar.

Não é verdade. Cícero Almeida saiu do guia eleitoral porque o partido ao qual esteve filiado até a semana passada (PEN) não apoia a candidatura de Lessa. Almeida estava praticando infidelidade partidária e violando a lei que só permite no guia, políticos e pessoas filiados aos partidos que formam a coligação do candidato, ou pessoas sem filiação partidária. Isso é lei, não é política. A decisão foi da Justiça, não de Rui Palmeira ou de sua coligação.

A coligação de Rui Palmeira entrou na Justiça para questionar a infidelidade partidária do prefeito, não para proibir o seu apoio a Lessa ou a qualquer outro candidato. Está certo Rui Palmeira. Um político não deve apenas cumprir a lei, deve cobrar e trabalhar para que a lei seja cumprida em todas as instâncias, por todas as pessoas.

Quando a campanha de Lessa defende a presença de Cícero Almeida de forma ilegal  no programa dele, mostra que essa é uma candidatura que apoia a impunidade, que não aceita as decisões legais, que não acredita na Justiça. Não poderia ser diferente. Lessa é acusado de “Ficha Suja” e Cícero Almeida denunciado pelo Ministério Público por vários crimes, desde a Operação Taturana, no mandato de deputado estadual, como a Máfia do Lixo e crimes ambientais, como prefeito de Maceió.

Recentemente, em um debate numa universidade em Maceió, Ronaldo Lessa chegou a dizer que há um bando de ladrões no judiciário alagoano. O chiado de Lessa tem até sentido. A sua trajetória mostra que ele desdém da Justiça de Alagoas e não é de hoje.