*Pedro Oliveira - Jornalista
Em entrevista ao jornal "The New York Times" o ex-presidente Lula reafirmou não acreditar na existência do mensalão. Ele disse cinicamente que o PT não precisaria comprar votos, por já ter assegurado a maioria no Congresso por meio de alianças politicas, mas garantiu que vai respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), outra mentira deslavada, pois vive criticando os ministros após sua tentativa frustrada de adiar o julgamento – E no ritmo de sua incoerência continua em sua verborragia “Eu não acredito que tenha havido mensalão - Se alguém for considerado culpado, deve ser punido. E, se alguém for considerado inocente, deve ser absolvido” (Grande descoberta jurídica do “doutor” ).
Na reportagem, o "New York Times" explicou a seus leitores que 30 políticos, inclusive nomes muito próximos de Lula, como José Dirceu, chefe da Casa Civil em seu governo, estão implicados no caso. Acrescentou que, segundo um relatório de 2007 da Procuradoria Geral da República, o "complexo esquema canalizava dinheiro do orçamento de publicidade de empresas estatais para os legisladores do Congresso" e para o PT. E que, "refletindo a lentidão da Justiça brasileira", o caso, de 2005, só agora é analisado pelo STF. O jornal americano também citou a afirmação feita em maio deste ano pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que garantiu ter sido pressionado por Lula a adiar o julgamento sobre o caso.
Perguntado sobre 2014, Lula garantiu que trabalhará pela reeleição de Dilma Rousseff. Mas não descartou a possibilidade de sair candidato à Presidência no pleito seguinte, afirmando ser muito difícil para qualquer político excluir totalmente a opção de ser candidato. O pior é que seu cinismo, hoje conhecido internacionalmente, apenas consegue manchar mais o conceito do Brasil como uma “republiqueta”.
