Em alguns municípios, o debate sobre a disputa majoritária de 2012 ainda depende de alguns nomes que possam ou não se livrar das pendengas jurídicas e passarem pelo crivo da Lei Ficha Limpa. Em São José da Laje, as possíveis candidaturas padecem dessa situação mal resolvida.

Neno da Laje é um dos 17 pronunciados pelo juiz federal Gustavo de Mendonça Gomes na Operação Guabiru, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2005, Na ocasião, Neno foi algemado e preso, acusado de improbidade administrativa na gestão dos recursos da merenda escolar. Anos antes, Neno apareceu como suspeito no assassinato do vereador Manoel do Rádio, do qual ele era suplente.

O atual prefeito da cidade, Marcio Lyra (Dudui), provável candidato à reeleição, foi denunciado pelo Ministério Público por beneficiar a própria mãe com pagamento indevido de precatórios. Também Dudui, é acusado em outras investigações de desvio de verba pública.

Nas suposições, surge o nome do ex-deputado João Caldas como opção para essa disputa. Mas Caldas é outro que na Câmara Federal teve seu nome envolvido na Operação Sanguessuga, que flagrou esquema de corrupção em compras de ambulâncias em vários municípios brasileiros.

Na cidade, há uma apreensão política de quem pode vir a assumir a candidatura com chances reais de vitória e de um exercício sério e compromissado com o povo. O PT pode lançar o ex-secretário de Educação de Maceió, Ricardo Valença, numa ampla aliança com o PSB; o PSDB trabalha o nome do engenheiro Marivaldo Coutinho e também quer o apoio do PSB; outros nomes que são suscitados estão sempre á mercê da possibilidade real de Neno e Dudui concorrerem legalmente ao cargo.

Enquanto isso, o município amarga um dos maiores retrocessos de sua história, com mais de 60% da população vivendo abaixo da linha de pobreza.