O deputado petista Ronaldo Medeiros, o Ronaldo do INSS, está encrencado. E quem o coloca numa situação é difícil é outro petista, Antônio Valério, o Valério do INSS. Ambos servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (Previdência), Ronaldo e Valério podem estar ligados também por um possível esquema de fraude contra o órgão, aqui em Alagoas.
Segundo matéria publicada no site Cada Minuto, Valério do INSS aponta Ronaldo do INSS como um dos beneficiados com a fraude que criou uma verdadeira ala de loucos na previdência federal em Alagoas. Valério diz que Ronaldo foi beneficiado eleitoralmente; Ronaldo diz que abre mão da imunidade parlamentar para ser investigado.
Ronaldo é servidor do INSS há vários anos; foi superintendente por oito (governo Lula), mas assim que desencadeou a Operação CID –F, com mais de 50 mandados de busca e apreensão e de prisão, o parlamentar armou sua defesa na imprensa, garantindo que não sabia absolutamente nada sobre a fraude.
Mas as investigações iniciaram em 2009, quando Ronaldo Medeiros ainda estava no cargo.
Com a prisão de Valério e as insinuações do correligionário de que o esquema criminoso o beneficiou na eleição de 2010 para a Assembleia Legislativa, Ronaldo explicou que as fraudes eram combatidas pelo Serviço de Inteligência e dados eletrônicos. “Tanto, que foi iniciada esta investigação que culminou na operação da PF”, teria dito o deputado ao Cada Minuto.
Ou seja, embora estivesse no cargo de maior confiança do INSS em Alagoas, ninguém da direção do órgão confiou nele para falar sobre as investigações.
Por que terá sido?
À imprensa, Valério se disse perseguido politicamente dentro do órgão; falou que é “invejado” pelo quase 2 mil votos que obteve em 2008 para a Câmara de Vereadores de Maceió, na primeira investida eleitoral de sua vida.
Quem teria inveja de Valério do INSS? Quem poderia tê-lo perseguido dentro do INSS?
Ainda machucado pela inclusão do nome do ex-deputado Paulão na Operação Taturana (Assembleia Legislativa), o PT alagoano reuniu suas lideranças e já incorporou o álibi de que Valério, na eleição passada, não “marchou” com o partido.
Em outras palavras, se for culpado, Valério do INSS estava distante do PT e mais próximo de adversários do partido.
O esquema fraudulento investigado pelo Polícia Federal aponta rombo de R$ 12 milhões no INSS de Alagoas.
O desvio de recursos da Assembleia Legislativa, que pega o ex-deputado Paulão, acusado de crime contra o erário público e formação de quadrilha, investigado pela Polícia Federal, aponta prejuízo de R$ 300 milhões.
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