Carnaval quase encerrado, enquanto espera-se ansiosamente o placar final da competição das escolas de samba, entendo que já está mais que na hora do ano começar, não é mesmo? Fiquei sinceramente com a impressão – pelo menos no meu caso! – de ter desnecessariamente protelado algumas decisões até que a sequência “Ano Novo – Férias – Carnaval” virasse passado... Agora não tenho mais desculpas: os exames periódicos de saúde, a revisão no guarda-roupa, os consertos caseiros do que se quebrou pelo caminho entram na agenda com prioridade absoluta.
E você, meu querido leitor, minha querida leitora, ainda estão na folia? Então aproveitem esse finalzinho de festa para, em seguida, botar a mão na massa e fazer as coisas acontecerem. E, como aqui no nosso espaço lidamos mesmo é com as finanças pessoais, fiquei pensando quais dificuldades podem estar protelando a execução de seus planos, caso uma de suas prioridades seja aumentar o próprio patrimônio...
Bem, acredito que possa ajudá-lo se suas dificuldades forem conceituais: sugiro que concentre suas iniciativas e esforços de acordo com as dicas seguintes, baseadas nas dúvidas mais recorrentes trazidas por leitores, alunos, amigos e familiares, verdadeiros campeãs de popularidade, que tal?
(1) Bem ou patrimônio? Ainda há muitos que confundem os dois conceitos. Grosso modo, bem corresponde a tudo aquilo que está em seu nome, tais como contas e aplicações financeiras, ações, automóveis e imóveis, por exemplo, enquanto patrimônio corresponde ao valor de todos os bens diminuído do valor das dívidas. Exemplificando: se você possui apenas um imóvel de R$ 500 mil, pelo qual ainda precisará pagar R$ 350 mil, seu bem vale R$ 500 mil, mas seu patrimônio apenas R$ 150 mil.
(2) Nem toda movimentação financeira afeta o seu patrimônio. Verdade, apesar de muitos acharem que não. Ao comprar um apartamento à vista, por exemplo, você está apenas trocando um bem – o saldo na conta corrente – por outro – o apartamento; e, ao comprá-lo a prazo – suponha sem juros – você estará apenas aumentando o valor dos seus bens – o apartamento – às custas de uma obrigação – o financiamento.
(3) Seu padrão de vida afeta o seu patrimônio. Ganhos – salários, por exemplo – irão aumentá-lo, enquanto despesas – educação, alimentação e transporte, por exemplo – irão diminuí-lo. Gastar menos do que se ganha é a primeira grande fonte para fazer sua riqueza crescer!
(4) Alguns bens podem aumentar o seu patrimônio... Bens de investimento como um apartamento por exemplo, além de gerarem renda (aluguel) poderão, caso se valorizem, aumentar também a sua riqueza. Aplicações financeiras, ações, ou participações em empresas também se enquadram neste caso.
(5) Outros bens nunca aumentarão o seu patrimônio! Bens de consumo, mesmo que duráveis como um automóvel, por exemplo, dificilmente irão gerar renda (salvo se você trabalhar em transporte!), noves-fora o fato de sempre desvalorizarem-se, diminuindo assim o seu patrimônio.
(6) Financiamentos: Como normalmente há a cobrança de juros, é quase certo que o bem que você comprou a prazo valha menos que o total da dívida contraída. Sem contar que nos casos pós-fixados, as dívidas poderão ser reajustadas para cima, diminuindo assim o seu patrimônio. Assim, todo cuidado com eles é pouco, concorda?
Um grande abraço e até a próxima semana!

