Mas a roda da História continua e também a luta por um país renovado, livre do lixo político que hoje esperneia para permanecer manejando os cordões, como se o Brasil fosse um boneco de mamulengo nas mãos de péssimos artistas que tentam impor sua narrativa perversa como se fosse virtuosa, seu interesse privado e grupal como se fosse o de todos nós. A decisão foi tomada pela maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Porém, ela não é o capítulo final. De nossa parte, recorreremos a todas as instâncias e de todas as formas legais para que a verdade seja contemplada e a vitória da burla não fique como legado deste período difícil e crítico que vivemos.
Cabe, ainda, reconhecer o esforço, a competência e a brilhante argumentação feita pelo ministro Herman Benjamin, cuja carreira tem passagem importante e reconhecida na área do Direito Ambiental. Nesses dias, no TSE, manteve-se na sua linha consistente de argumentação, suportando ataques, deboches, artimanhas feitas para desestabilizá-lo, sem êxito. A denúncia inatacável do sub-procurador Geral Nicolao Dino e as falas fundamentadas e contundentes dos ministros Fux e Rosa Weber que corroboraram a posição do relator, deram à cassação da chapa o caráter que ela deveria efetivamente ter: o de imperativo jurídico diante do atentado cometido contra a democracia e o Estado de direito nas eleições de 2014.
O Brasil não pode se curvar a este prêmio dado à política corrupta, ilegal, antiética, enganadora, brutal, que quer matar o futuro do país e travar qualquer esforço de mudança no caminho de uma Democracia enfim plena.

