E começou o ano... além do sofrimento de milhões de pessoas com o desemprego e tantas outras formas de reprodução da violência banalizada contra a dignidade humana, 2017 iniciou no noticiário com tanta violência que nos lembra muitos e muitos dias do que aconteceu em 2016 (e que foi “cultivado” em muitos anos mais atrás)... a cultura do ódio no terrorismo, nos crimes de mando, na chacina contra a própria família, nas guerras entre facções do tráfico de drogas dentro do presídio... 

Ainda bem que a imensa brutalidade da cultura do ódio que tanto sangue derramou no noticiário - em suas mais diversas e complexas modalidades - ainda nos ofende e nos angustia, pois muito pior seria se, como já acontece com muitos outros humanos, se já estivéssemos na banalização da miséria humana, né?! 

Quem vive verdadeiramente a vida em sociedade conhece exatamente a raiz de cada um desses imensos e complexos problemas, sabe também quais alternativas podiam ser viabilizadas para minimizar a brutal violência e já lutou intensamente por elas e continua a lutar... 

Tomara que tenhamos um novo ano em que esses fatos brutais já ocorridos acordem os que dormem na omissão, angustiem os que banalizam a violência, atormentem os que devem trabalhar e não roubar e, especialmente forneçam mais forças aos que insistem em construir uma sociedade justa, igualitária, solidária, fraterna... ou apenas como pediram suavemente “MAIS AMOR, POR FAVOR!!”