Na minha opinião, fotografia é magia, sendo a melhor maneira de congelar o tempo, que não volta. É 1 das + fantásticas invenções do homem.

Carnaval de 2020 passou, deixando saudades, mas, tudo devidamente registrado, claaaaaro. Em tempos de tecnologia digital e o costume das ‘selfies’, não dá nem tempo de dizer “giz”, pra sair bem sorridente. Com rapidez de raios, trocentas fotos são registradas por segundo.

Como as que seguem expostas no térreo do Maceió Shopping, na coletiva “Revendo as Prévias Carnavalescas”, com assinatura Maceió40Graus, reunindo trabalhos da equipe do portal, além de fotos de Hugo Taques e minhas, ficando em cartaz até março, merecendo visita.

Mas, pra ilustrar esta postagem, confirmando que na próxima 2a-feira, este blog volta ao trabalho diário, interrompido nestes dias de folia, aproveito pra compartilhar fotos do acervo que meu pai, Rubens Camelo, conservou consigo, já que doou a maior parte de seus álbuns ao Museu da Imagem e do Som de Alagoas, registros dos anos 40, 50, 60 e 70.

Comprovadamente, 1 dos + ativos foliões, arrasava. Em casa, temos registros dele, ainda menino, já fantasiado, como esta fotografia, com chifrinhos e rabinho de ‘capeta’.

Papai ia das sofisticadas fantasias dos bailes de clubes, aos caminhões toscamente produzidos, e amarrados com cordas, pra participar dos corsos de rua. Críticas sociais e políticas eram sempre inspiração, como estas fotos comprovam. A repressão dos “ratos da polícia” lhes deram podium e prêmio. Até a prostituta Ula (que bebia e falava + que ‘trabalhava’), foi desfilar no centro, de calçola, sutiã, peruca, baton e muita irreverência.

Ou quando foi, travestido de empregada doméstica, contra movimento da elite em querer proibir acesso aos clubes dos que não eram “bem nascidos” e cheios de poderosos sobrenomes. Sua turma era implacável. Como escrito nas barras da maioria das fotos confirma os 1*s lugares em concursos de fantasia e alegoria. Já + velho, optava por usar macacões de frentistas de postos de combustíveis, assim como minha mãe Hilza. Papai, ainda vivo,  foi lindamente homenageado pelos “Filhinhos da Mamãe”.

Com esta postagem, reforço a importância de se registrar os melhores momentos da vida, mas também confirmo que tudo tem limite. Até água d+, faz mal. Até limite, deve ter limite. Nestas prévias, observei que muita gente nem curte as festas, + preocupada em se fotografar, deixando de observar cenas incríveis.

Claro, se registrem, mas aproveitem e observem a vida além do visor do celular.

E na própria 4a-feira de cinzas, já tinha gente festejando a proximidade do São João, passando por cima da Páscoa, inclusive.

Ê povo doido por festa, é o brasileiro. E por fotos.