Gente reclama que não tem carnaval em Maceió durante os dias oficiais de folia, mas nesta semana anterior, a pré-folia é, além de divertidíssima, exaustiva no mesmo grau.
Quando somos jovens, com adrenalina e hormônios efervescentes, cansaço não existe. Quanto + aprontamos, + queremos.
Como já publiquei, sou da 1a gestação de Filhinhos da Mamãe, em março, completo 59, e apesar de adorar os bailes e blocos todos, este que nos reúne no Museu Théo Brandão é minha real paixão, tanto que não consigo ir embora cedo, focando em acordar no dia seguinte pra acompanhar e registrar o Rock Maracatu, o Pinto da Madrugada, os Pecinhas...
Confesso que está ficando difícil, dificílimo. Tanto que, quando chamei Uber, já eram quase 11 da manhã. Precisei passar na ponta da Ponta Verde pra pegar 1 camiseta (do Camarote Celebration) pra rumar ao antigo ginásio do CRB, onde minha querida Fernanda Guimarães reunia povo bonito pra evoluir na avenida, com “Rasgando o Couro”. Loucura/caos em toda Pajuçara, me fazendo ficar preso num monstruoso engarrafamento por + de 3h. Sim, 3 horas, derretendo e controlando o mal humor, com o sol de rachar asfalto, tanto que o motor do carro fumaçou e quando o motorista desligou o ar condicionado,minha vontade era sair correndo e gritando pelo meio da rua.
Mas mentalizei que conseguiria e tal foi a esperança e a espera, que, quando cheguei ao comecinho da Pajuçara, eram quase 2 da tarde. Só me restou ir caminhando até o Camarote Celebration. Troquei a camisa do Rock Maracatu pela do Réveillon sob colete “a la ursa” que Mariana Lopes confeccionou.
Fiquei + ou -, 1h lá. Mas era gente d+, todo muito se fotografando e pedindo pra ser registrado por mim também. Foi me dando agonia, e resolvi ir procurar algum bloco pela orla. No caminho, fui registrando figuras e produções ótimas, até que reconheci vozes que me chamavam do alto. Eram Eucyzinha, recebendo em casa, seu namorado Douglas, e os amigos Cris, Báua e Régis. Subi e foram horas agradabilérrimas, claro, e aproveitei pra fotografar o que me chamasse atenção na rua fechada. Gente ainda indo pra folia, gente já voltando, foliões, ambulantes, polícia... e gostei tanto do resultado que resolvi postar aqui.
Assim, hoje, aqui, seria a “sobra do Pinto”???
Enfim, confirmo que adoooro registrar o comportamento humano, principalmente com suas particularidades e diferenças. Amo eternizar o povo, os populares. Seus detalhes, comportamento e atitudes me encantam. Divirtam-se com este curta-metragem produzido “da varanda da Eucy”.





















