Pra mim, a principal característica de 1 povo, é sua cultura popular, definindo seus + simples elementos, que surgem naturalmente, traduzindo história, costumes, arte, saberes... literalmente, marca a existência de 1 sociedade.

Impossível identificar e diferenciar comunidades e regiões sem observar o lado poético, lúdico, leve, feliz... do povo. Pelo contrário, em suas + diversas linguagens e formas de expressão, Cultura Popular registra pra eternidade, o comportamento intelectual nativo dos povos.

Reforça aqui, minha admiração pelos Mestres e seus grupos de Folguedos, por dedicarem suas vidas ao amor por esta rica tradição, celebrando + 1 aniversário da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas, que festeja 34 anos garantindo sua importância, sendo a + antiga Associação no Brasil, em defesa da manutenção das tradições culturais populares.

Reafirmo minha reverência ao saudoso e inesquecível professor Ranilson França, por ter promovido as 1as reuniões para formalizar grupo de Mestres que representasse todos os grupos alagoanos de Cultura Popular.

Ranilson partiu deixando legado e exemplos que são seguidos por pessoas de relevância cultural no estado, como o jornalista João Lemos, que vem dedicando atenção em busca da valorização da Asfopal, e principalmente, da Cultura Popular de Alagoas.

Ele, que dividiu conhecimentos no 1* Encontro Interestadual das Cheganças, Fandangos, Marujadas e Embaixadas, em Pão de Açúcar, neste recente final de semana, quando falou sobre “a importância dos brincantes para a manutenção dos grupos e continuidade da tradição oral”.

Ah! É de João Lemos o texto que reproduzo aqui, na íntegra, numa comemoração pelo aniversário 34 da Asfopal. E as fotos, são de acervo pessoal.

Que Cultura Popular atravesse a Eternidade!!!

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34 Anos levando a sério o nosso Folclore!

A Associação dos Folguedos Populares de Alagoas completa nesta sexta-feira mais um aniversário, legando para Alagoas o título de associação mais antiga no Brasil com este fim.

João Lemos

Jornalista

Tudo começou quando cinco mestres do passado procuraram o Prof. Ranilson França na Secretaria de Cultura do Estado, a saber: Mestre Juvêncio Joaquim dos Santos, Mestre Paulo Olegário, Mestra Hilda Maria e Mestre Manoel Venâncio, o intuito da procura era encontrar algum meio que possibilitasse a melhor organização dos grupos de cultura popular.

Dessa conversa foi marcada outra reunião que definiu a criação de uma Associação que pudesse ser a porta voz dos grupos, no inicio com a preocupação de juntar os mais representativos Mestres do folclore de Alagoas.

A ideia que surgiu no regaço dos Mestres criou vida sendo fundada no dia 27 de Dezembro de 1985, criada pelo seu maior líder o Prof. Ranilson França, a principio foi formada com 17 grupos, entre Guerreiros, Pastoris, Cheganças, Coco de Roda, Fandango, Taieiras, Cabindas e bandas de pífanos. A ASFOPAL tem como objetivo único à preservação, manutenção, valorização e divulgação da cultura popular de Alagoas.

Hoje, a Associação conta com a presença de mais de 30 Mestres, muitos deles patrimônios vivos do Estado, onde representam com toda a garra a maioria das manifestações culturais, fazendo da ASFOPAL a única organização folclórica de Alagoas e a mais antiga no país com este objetivo. Conta com duas importantes Comendas, a saber: Comenda Professor Pedro Teixeira e a Comenda Ranilson França de Cultura Popular que este ano fez subir ao palco do Complexo Cultural do Teatro Deodoro 25 personalidades que ajudam na manutenção dos nossos folguedos.

Contamos ainda com o programa Balançando o Ganzá que é transmitido aos sábados na Rádio Difusora de Alagoas, um dos programas mais antigos no ar. São mais de duas décadas levando o nome dos nossos Mestres.

Há 34 anos, a ASFOPAL sai na frente em defesa dos mestres e seus folguedos populares, legando a história de Alagoas os sentimentos mais belos em prol da Cultura.