Lembro bem das críticas que Fábio Assunção sempre enfrentou, desde que surgiu como galã da televisão.

Ator mesmo, só era considerado se tivesse peças no currículo. Os de TV, tinham menos “qualificação”. Alem de que, tão bonito que seu talento como ator nunca foi plenamente e devidamente respeitado.

Alvo da Imprensa, dos fãs e de fofoqueiros de plantão, é manchete sempre que se envolve em alguma confusão. Sua assumida dependência química numa foi respeitada como doença, virando chacota, brincadeiras e piadas, principalmente na Internet.

Lembro que seu rosto virou máscara de carnaval, ligado ao álcool e às drogas, diminuindo sua importância como ser humano e profissional.

Pois bem, nestes últimos dias, Fábio protagonizou 2 cenas que elevaram muito seu conceito comigo.

Quando a pequena Ágatha Félix foi vítima da truculenta polícia carioca, lá estava ele no sepultamento, mesmo sem conhecer a família enlutada. Foi a única personalidade pública presente.

E, confirmando seu inegável talento, foi reconhecido como ator, recebendo o maior prêmio do teatro brasileiro, como ator coadjuvante no Prêmio Bibi Ferreira de Teatro. E ao agradecer, foi solidário, não só chamando atenção pr’o assassinato de Ágatha, mas também, explicitando sua admiração e respeito por Fernanda Montenegro, alvo de agressão por parte de 1 fantoche desta absurda política que assola o Brasil.

Esta postagem de hoje, é, não só, reconhecimento ao incrível ser humano que Fábio comprova ser, mas também, por se confirmar como cidadão.

Se eu já o admirava, agora, ainda +. Assim, minha reverência ao ator brasileiro que prova, talento e beleza podem sim, estar lado a lado, se complementando.

Sigo na torcida pra que ele supere mesmo este problema de saúde. Sim, dependência alcoólica e química podem ser controlada e tratada. Meu profundo respeito, pelas lições que Fábio Assunção tem dado. Que seja exemplo! Lindo exemplo!!!