Em 7 de setembro de 1999 sofri sério acidente de carro e por muito pouco, não encerrei esta minha existência. Muitos dias em coma, parada cardíaca e tudo +. Lembro bem de me sentir levitando e me vendo deitado, morto. Agonia total. Mas, com a medicina dos profissionais do então Hospital do Açúcar, e as orações de todas as crenças e credos, superei e sigo aqui.

Inclusive por esta ‘quase morte’, a Vida tem muito + valor que antes. Tanto que, outro dia, me peguei agradecendo ter passado por isso tudo, apesar de todo sofrimento, meu, de minha família, e de meus amigos. Até gente que não me conhecia pessoalmente, rezou por mim.

Assim, outra forma de ver e viver a Vida. E mudei, pra melhor.

Incrível, mas 1 dos momentos que se mantiveram na minha memória, e não sei como, foi a hora que eu estava entrando no HGE, numa maca, todo machucado, ainda sob efeito do álcool (sim, antes do ‘sinistro’, eu estava numa festa e havia bebido), eu balbuciava que não deveria estar ali, “hospital de pobre”, “sou rico e quero ir pra hospital melhor que esse”, absurdamente eu dizia aos médicos que me atendiam. Incrível mesmo eu lembrar desta triste passagem. Acho que esta lamentável cena ficou na minha cabeça pra que eu lembrasse dela, e evoluísse como pessoa. E agradeço ter esta memória, já que minha “auto-vergonha”, me fez melhor homem do que eu, pelo visto, era.

Confesso que eu adoraria identificar os médicos e enfermeiras, pra agradecer e me desculpar por ter me mostrado tão ignorante. Confesso também que tenho muita vergonha de como eu era, e pela minha evolução como gente, acho que precisei deste acidente pra nascer. Tanto que nos 7 de setembro, brinco com “independência sem morte”.

Mas enfim, volto ao foco da matéria de hoje.

Como jornalista, trabalho com palavras e procuro observar seus significados. E com tantas informações sobre a importância de se preservar o Meio Ambiente pra poder preservar a Vida, não podemos + usar antigas expressões, como “não presta, joga no mato”.

Ora, o “mato” não é lixeira, pelo contrário, é vida.

Comprovadamente, nós seres humanos, pra nos mantermos vivos, precisamos ter o planeta preservado. Na cadeia da vida, precisamos, inclusive, das minúsculas formigas, das pequenas abelhas. Dos mico-leão-dourado aos enormes elefantes e baleias, todos são fundamentais pra manter todas as demais espécies. Todas precisamos de todas. Na falta de alguma delas, a corrente se quebra, fatalmente, literalmente.

Assim, esta pauta é frequente em meu trabalho.

E, neste momento tão cruel para o Meio Ambiente no Brasil e no mundo, impossível não reagir, e reforçar explicitamente, meu sentimento e meu pensamento. Com lideranças do mundo todo reunidas em Nova York, discutindo exatamente os rumos que devemos tomar, evitando a total destruição da Terra, escrevo com o coração apertado e acelerado. É indiscutível a urgentérrima mudança deste comportamento predatório, egotista, ganancioso, mesquinho, ignorante... Não tem o que discutir, é ponto pacífico, óbvio, ululante, que, se não preservarmos os ecossistemas, não teremos sobrevida. A sobrevivência de todas as espécies de seres vivos está seriamente em risco, de extrema extinção, ampla, completa, irreversível.

Fico triste, incrédulo, horrorizado, com o posicionamento ideológico de governos que só priorizam lucro.

Com 1 detalhe, a economia só deve favorecer os que já tem muito poder e dinheiro, nós que trabalhamos pra ter o mínimo de qualidade de vida e dignidade, que sobrevivamos, bem ou mal, como pudermos. Em regimes autoritários, “de direita”, exploração é o foco, o tema, a prioridade.

E o que fico + “incrível”, estes governantes e seus eleitores/apoiadores não pensam que, explorando e destruindo, a Vida terá fim. Acabaremos em poucas gerações. Os heterossexuais de hoje, não terão “bisnetos”. E como cada 1 escreve sua própria história de Vida, capítulos horrorosos estão sendo eternizados, eternamente, por estes “conservadores”, ultraconservadores, que não pensam: Sem a Natureza intacta, não haverá Vida alguma. Sem as árvores em pé, homens tombam!!! Estas pessoas se assumem ignorantes ao apoiarem estas ações de destruição.

Me senti muito bem representado pela adolescente, quase criança ainda, Greta Thunberg, e + 16 jovens ativistas que estão dando verdadeira aula de cidadania e civilidade, ao cobrar ações contra a crise climática que vem assolando o planeta. Ouvindo novamente sua fala na Nações Unidas, acho o que Greta diz é tão claro e inquestionável que não entendo como adultos “esclarecidos” não concordam, tomam atitudes corretas e mudam suas políticas exploratórias e exterminadoras.

Tenho sentido vergonha destes governantes e medo de suas ignóbeis ações.

Só nos resta, seres humanos, racionais e pensantes, tomarmos atitudes + radicais, usando nossa inteligência, característica de pessoas sociais, civilizadas, socialistas. Os não-socialistas são egoístas, só pensam em si e nos seus.

Eu? Sigo com Fé na torcida pra que sejamos maioria, salvando o Meio Ambiente, a Terra, a Vida!!!