Me formei em Jornalismo no Rio de Janeiro e Zezé Motta me apresentou a Tizuka Yamasaki, e assim, fiz sua assistência de direção, em “Kananga do Japão”, na Machete. Em seguida, fiz assistência pra Jayme Monjardim em “A história de Ana Raio & Zé Trovão”. Foi o trabalho em TV + longo no mundo, só com cenas externas, sem estúdios. Numa caravana que reuniu umas 300 pessoas fixas, fora equipes temporárias, viajamos por muitos estados, durante 1 ano, entre 1990 e 1991. Neste tempo, consegui passar 2 fins de semana na minha casa, no Rio. Mas valeu, por tudo. Pela experiência única, principalmente por poder passar temporadas em lugares mágicos neste Brasil de meu Deus.
E 1 destes lugares por onde a “Caravana de Dolores Estrada” passou foi a encantadora, imponente, impressionante, linda... Chapada dos Guimarães, lugar mágico, de energia incrível, com penhascos e paredões enoooormes de pedras, inúmeras cachoeiras de vários tamanhos e volumes d’água, muitos animais silvestres, inesquecível. Até hoje, lembro das sensações de alegria e espanto em cada canto que estive, gravando ou passeando nos raros momentos de folga.
Mas qual foi minha absoluta tristeza quando vi na TV que quase 4.000 hectares, ou seja, 12% da Chapada já queimou nestes últimos dias. Coração acelerado e apertado, numa profunda dor por impotência. Além das queimadas espontâneas, que ocorrem por fatores naturais, as absurdamente promovidas por ganância, egoísmo e ignorância. Por + que a ministra da Agricultura diga que “floresta se recupera sozinha”, é + que crime contra o Meio Ambiente, é sim, crime contra a humanidade, já que precisamos da natureza preservada pra sobrevivência. Este ano, é o 2º incêndio no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
Impossível não entristecer, afinal, muitas vidas correndo sérios riscos com estas queimadas que torram Brasil afora, e todas merecem atenção e combate. A Vida agradece!!!








