Em 1999, sofri grave acidente de carro, fiquei muitos dias em coma, várias cirurgia e parada cardíaca de alguns segundos, mas o suficiente pr'eu me sentir no alto, sem pisar o chão, muito agoniado me vendo morto na cama da UTI do Hospital do Açúcar, e lembro de vozes que tentavam me tranquilizar, dizendo que ficaria tudo bem, que aquele susto iria passar e que minha vida ia se transformar. 

Tudo isso foi muito real, a parada cardíaca passou, eu estou aqui dando este depoimento, confirmando que a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério. 

E estes últimos dias foram marcados por partida e celebrações no mesmo tema. Não vou obedecer cronologia, muito menos citar pela importância em vida. 

Ainda muito nova, minha querida Cristina Peixoto partiu num domingo, e na 3ª feira seguinte, seu bem amado Guilherme Braga não resistiu e partiu também, pleno de Amor e Saudade. 

Pois bem, no recente 1º de maio, o Brasil e o mundo reverenciaram os 25 anos do incrível acidente que vitimou Ayrton Senna, momento marcante e inesquecível.Seu velório é lembrado até hoje, tamanhã comoção nacional.

Também deixou tristeza o falecimento de Beth Carvalho, que, além de todo talento, marcou sua passagem por aqui ajudando muitos compositores e cantores rumo ao sucesso. Literalmente, foi 1 'anjo' na vida de muita gente.

Inesperada também foi a partida da modelo Carolina Bittencourt, que, numa tempestade, caiu do barco e faleceu, afogada. Ela, que havia se casado recentemente em Milagres, e estava felicíssima. 

Igualmente triste o súbito falecimento do também modelo Tales Cotta, que aos 25 anos, morreu depois de passar mal num desfile da São Paulo Fashion Week, e aproveito aqui pra protestar contra o fato dos desfiles terem continuado logo após o acontecido, confirmando o pouco caso e pouca importância que a vida tem diante da ganância comercial. 

Aqui em Maceió, aos 88 anos, a matriarca Marilda Lopes Cansanção foi sepultada nesta 6ª feira, deixando ensinamentos e exemplos. Ela, que escreveu linda história de vida, se eternizando como mulher de fibra, garra, coragem e ousadia, atuando em defesa da qualidade de vida dos trabalhadores rurais, num mercado dominado por homens. 

Como dizia Osho, "Temos que ser felizes aqui e agora", e eu complemento, porque com o tempo voando, o daqui há pouco, já é, e pode ser tarde. Pra morrer, basta estar vivo, independentemente de idade, condicionamento físico, qualidade de vida... Estes exemplos acima citados são prova do que estou 'dizendo'. 

Então, por + que a morte não seja o fim, vamos aproveitar, e bem, esta passagem pela Existência, porque as outras, não serão como esta. Assim, vivamos, como se não houvesse amanhã, e este fosse seu último dia. Viva fazendo o bem, pra que sua partida seja gloriosa Eternidade afora.