Que Alagoas é berço de muitos e talentosos artistas, é fato. Seja música, teatro, cinema, literatura, artes plásticas...  tudo de extrema qualidade. Pena que o movimento cultural não tenha, infelizmente, o apoio e o investimento necessário pra garantir produção artística continuada. É preciso muito amor pra seguir fomentando, expondo, negociando e comercializando arte em Alagoas. É fundamental destacar o papel de Edna Constant, que, há 36 anos, transformou 1 linda, simples, poética e singela casa de pescador, em plena Garça Torta, na Casa da Arte. Não foram poucas, nem fáceis, as batalhas que ela enfrentou pra manter o espaço ativo e produtivo. Foram pouquíssimas as vezes que teve apoio de empresários e empresas que patrocinassem suas ações, fossem exposições individuais ou coletivas, oficinas, cursos, saraus, palestras... mas ela conseguiu. Enfrentou inclusive ameaças de demolição, já que a construção ‘avança o alinhamento das outras casas da rua, bem na frente da igrejinha. Pois bem, dona Edna partiu, deixando saudade, mas deixou legado e exemplo de garra, determinação, coragem e ousadia. Seu filho Tito Mendes assumiu a função e a missão, e mantém tudo como ela deixou, e confirma “Existimos por conta própria”, já que não recebe nenhum aporte financeiro externo. E mesmo assim, na noite da última 2ª feira, recebeu grande público, abrindo a coletiva que reúne obras inéditas de 22 artistas e também algumas de seu rico acervo.  Nestes 36 anos, foram + de 80 expositores, e esta, 1ª de 2019, que segue em cartaz até o próximo dia 30 de maio, sempre em horário comercial. Fica a dica, bem na frente da igreja de Garça Torta, vale visita, consumo e aplausos.