Ao ser flagrado numa conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro (sério candidato a "delator premiado") Romero Jucá, um dos homens fortes do governo interino, ficou numa posisção nada confortável, praticamente insustentável
Ao montar seu ministério Michel Temer abriu mão de convidar notáveis e optou pelo velho caminho da composição política.Essa atitude o desvinculou de seu discurso lançando um ar de desânimo e desesperança na parcela da população que sonhava com novos tempos na política do País.
Ao ser flagrado numa conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro (sério candidato a "delator premiado") insinuando deter a operação Lava Jato, Romero Jucá, um dos homens fortes do governo interino, ficou numa posição nada confortável, praticamente insustentável. Em entrevista coletiva, na manhã de hoje, o ministro afirmou que não fez nada de errado, desvirtuou o significado de suas falas na gravação, tentando justificar o injustificável (só faltou acusar a Folha de imprensa golpista) e afirmou, com a arrogância e sem vergonhice habitual dos políticos que são pegos com a "boca na botija", que não teme as investigações que o cercam e que não renuncia.
Pode até não renunciar e é bem provável que não o faça, mas Temer tem obrigação de retirá-lo do cargo o mais rápido possível. Se demorar, vai fomentar uma crise que coloca em risco a já debilitada credibilidade de sua equipe, e retarda perigosamente a " decolagem" de seu governo.
*RL

