As emissoras públicas, educativas e culturais do país estiveram reunidas nesta terça e quarta-feira em Brasília durante o III Encontro do Comitê da Rede Pública de Televisão, discutindo questões como programação, jornalismo, fontes de financiamento e conceitos como o de responsabilidade social, para uma programação atrativa e de qualidade em favor da população. 

 
Alagoas foi representada pelo diretor presidente do IZP, jornalista Marcelo Sandes, pela diretora da TV Educativa, Clarissa Veiga e pela diretora de Jornalismo do Instituto, Rachel Fiúza.  Durante o encontro, Marcelo Sandes ressaltou a importância de criação de um modelo institucional no país que seja mais adequado às emissoras públicas. “Uma televisão ou uma rádio possuem características, dinâmica e funcionamento bem particulares e nesse sentido se diferenciam do órgão público típico, mas o regramento é o mesmo”, observou.
 
Clarissa Veiga apresentou às emissoras associadas conteúdos produzidos pela TV Educativa de Alagoas, como os interprogramas “Ondas”, que coloca a música alagoana e brasileira em foco; e “Brincar de Que?”, com vídeos de crianças no momento lúdico de brincadeiras tradicionais e diferenciadas. “São iniciativas que podem ser replicadas por qualquer emissora da rede”, observou.  A superintendência de Programação da TV Brasil solicitou uma cópia do projeto “Brincar de Que?”, tal o interesse que despertou entre os presentes.
 
O encontro reuniu a TV Brasil e mais 27 emissoras associadas que compõem a Rede Pública de Televisão, que opera em todas as regiões do país para um público potencial estimado em 100 milhões de telespectadores. O diretor presidente da EBC, Nelson Breve, destacou a importância do aumento da audiência como missão para todos os integrantes da rede, e comentou sobre indicadores importantes para as emissoras, como a criação de um padrão público de qualidade e um modelo de financiamento menos dependente.
 
“O fortalecimento de um integrante implica o fortalecimento dos outros”, destacou, chamando a atenção para a importância da rede pública de televisão e necessidade da participação de todos na configuração, aperfeiçoamento e avanço do projeto. Também foram abordados durante o encontro os conceitos basilares para coberturas em rede, os telejornais da TV Brasil e a utilização mais produtiva dos contratos de prestação de serviços jornalísticos firmados entre a emissora federal e televisões associadas nos estados.
 
O presidente da Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), Pola Ribeiro, que também preside o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Iderb), comentou sobre a importância da rede pública revelar as diversidades regionais e se tornar mais conhecida. “Nós temos que aprender a nos divulgar, explicar ao público quem somos, que somos parceiros”, disse.
 
No encontro foram discutidas questões específicas relacionadas às superintendências de Captação, de Comunicação e de Programação da TV Brasil, com painéis abordando uma série de projetos e estratégias para produção de novos programas; captação e apoio cultural para viabilização de novos projetos, programas e interprogramas para veiculação em rede; e novos formatos de comunicação e relacionamento para integrar mais os parceiros e dar visibilidade ao projeto da TV pública brasileira.
 
 
*Com informações da Ascom/IZP