Outro dia, minha filha me olhou nos olhos e disse:

“Mãe, você está sendo muito mãe… seja também mulher.”

Fiquei pensando sobre:

É curioso como a gente, sem perceber, entra no Mood Mãe 100% e se perde um pouco da mulher que ainda habita em nós e que precisa ser vibrante.

Será que existe essa separação real entre ser mãe e ser mulher?

Eu, sinceramente, acho que não. Uma coisa está profundamente ligada à outra.

Mas isso não significa que a gente não possa ou melhor, não deva se lembrar de nós mesmas.

Ser mulher não é abandonar o maternar.

É cuidar de si com a mesma empatia e delicadeza com que cuidamos dos outros.

É respeitar as nossas fases.

É não ignorar as nossas necessidades.

É se permitir ser leve, se divertir, se amar, amar alguém.

E isso não diminui em nada a potência da nossa maternidade.

Pelo contrário: quando a gente se reconecta com a mulher que existe aqui dentro, a mãe também floresce com mais amor, mais paciência, mais presença.

Lembro de quando comecei a fazer faculdade, anos atrás.

Muita gente dizia que eu estava “muito solta”, que talvez estivesse esquecendo dos meus filhos.

Mas não era isso. Eu apenas estava sendo mulher.

Investindo em mim. Me reencontrando. Me construindo para ser uma mãe ainda mais inteira.

Hoje, vejo minha filha me lembrar de tudo isso.

Quando ela me diz que estou sendo “muito mãe”, ela não está reclamando ela está me oferecendo um espelho. Um lembrete de que eu sou muito mais que as funções que exerço.

Eu sou mulher. E isso é bonito demais pra ficar apagado na rotina.

Entre nós, mulheres:

Não espere alguém te lembrar de ser mulher.

Se permita.

Se escolha.

Se olhe com amor.

A mãe agradece. A mulher floresce.

E todo mundo ao seu redor vai sentir a diferença.

Beijos de poder.