Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids.

A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.


O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids e foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.
 A cor vermelha foi escolhida por causa de sua ligação ao sangue e à ideia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, inspirado pelo laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo. O símbolo foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que desde o início da epidemia, em 1981, até novembro de 2017, cerca de 35 milhões de pessoas morreram de Aids. Este é quase o número atual de indivíduos que vivem com HIV — as estimativas da OMS dão conta de 36,7 milhões de soropositivos no mundo inteiro.


O cenário, porém, poderia ser melhor. Números da OMS mostram que, em 2016, foram identificados 1,8 milhão de novas infecções pelo vírus (um novo caso a cada 17 segundos) e um total de 1 milhão de mortes decorrentes de complicações na Aids.


A meta das Nações Unidas é bastante ambiciosa. Em 2015, a entidade fechou questão na meta 90-90-90, que diz que até 2020 o objetivo é ter:90% de todas as pessoas que têm HIV diagnosticadas e cientes disso; 90% de todas as pessoas que têm HIV diagnosticadas, cientes disso e recebendo tratamento antirretroviral ininterrupto; 90% de todas as pessoas que têm HIV diagnosticadas, cientes disso, recebendo tratamento antirretroviral ininterrupto e com carga viral indetectável.


Em Alagoas, os casos da doença aumentaram por 10 anos consecutivos, informou o Ministério da Saúde no final de novembro deste ano. De acordo com o Boletim Epidemiológico do MS, em 2007 foram contabilizados 18 casos. Mas uma década depois, esse número subiu para 776. O balanço inclui também o ano de 2018, mas até o mês de junho. Durante esse período, foram conhecidos 382.


Ainda conforme o boletim, Alagoas está entre os sete estados brasileiros que apresentaram taxa de detecção de HIV em gestantes, superior à taxa nacional em 2017. São 3,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos, deixando o estado na 5ª posição.


O balanço também trouxe dados das capitais. Segundo o levantamento, Maceió ocupa a 5ª posição no ranking, mas é em relação a taxa de detecção de gestantes com HIV notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). No ano passado, a capital alagoana teve 5,7 casos a cada 1 mil nascidos vivos.É possível vencer os números, reduzir os casos, aumentar a atenção do poder público, mobilizar a sociedade como um todo na luta pela prevenção de uma doen­ça que continua fazendo vítimas fatais no Mundo, no Brasil, em nosso estado.


*Publicado originalmente como editorial da edição nº 23 da revista Painel Alagoas