Uma boa fonte no jornalismo é hoje privilégio de poucos.
Refiro-me a fontes que desejam, na informação correta, combater irregularidades, desigualdades, impunidades, soberbas e tramas de toda espécie.
A leitura de alguns muitos escritos jornalísticos me leva a pensar, nesses últimos tempos, que interesses escusos têm sido levados mais a sérios nos espaços de divulgação, em Alagoas e no país de uma forma geral, do que a versão correta dos fatos.
Não há contraponto. É o jornalismo de uma única via.
E é aí que me preocupa: quem está nessa direção? O faro apurado do profissional? Será? Ou alguma “fonte” que lhe dite “fatos” para favorecer uns, e desfavorecer outros? É especulação em cima de indicadores ou é um cenário forjado para atender a algum objetivo específico? E questiono: cadê o profissionalismo nessa questão?
No jornalismo político, em especial, o que mais tem é fonte pirata, aquela que aparece para inserir na informação séria, a desinformação. Como o profissional pode distinguir a fonte do bem da fonte do mal?
É fácil, vai mais do caráter do que mesmo da maturidade do jornalista.
E lendo nesta manhã o Código de Ética dos Jornalistas, indago: serve pra que mesmo???!!!
Temo imensamente pelo “day after” do jornalismo brasileiro.
Em tempo, artigo 4º, capítulo II da Conduta Profissional do Jornalista: "O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação".

