Essa coisa de boataria, em especial na política, não deveria pautar como fonte a informação da imprensa.

Não produz fatos, não ajuda a democracia, enfraquece o jornalismo e sequer traduz sinais de verdade. No máximo, vira intriga. Nada além disso, que, certamente, é o que se propõe o boato quando se espalha no boca-a-boca e, nos últimos tempos, na mídia, a prevalecer a tese de que “onde há fumaça, há fogo”.

Mas, enfim, houve mesmo “fumaça”?

Convenhamos.

Parece que nos dias de hoje, o que o jornalista menos faz é checar o que lhe chega. Em particular, o boato travestido de notícia. Se o que lhe trazem parece conveniente para a pauta do dia, excelente, e pronto. Tá lá, em blogs, colunas, redes sociais, como se verdade fosse o fato e que, se alguém se incomoda com ele, que o desminta.

Veja, só!

Alguém espalha um boato, a imprensa toma pra si como fato, vira pauta geral sem nenhuma checagem, e é a pessoa que foi envolvida na boataria que tem que desmentir???? É assim que fazemos jornalismo?

Lamentável.

Ainda sou do tempo que mais valia uma nota verdadeira do que uma manchete falsa.

E tem jornalista com ideia fixa, acredita cegamente que tem chifre em cabeça de cavalo e por mais que o cavalo passe à sua frente, logicamente sem os tais chifres, ainda assim ele os vê na sua obsessão pelo o que só existe em sua mente.

Uma afronta total ao jornalismo, um jogo perigoso para a credibilidade da imprensa.

Em tempo: e pensar que é tão mais fácil agora checar a informação, todo mundo se comunica por celular, zap, messenger, assessorias de comunicação...

Enfim...

Insisto: lamentável