Com um país cambaleante politicamente, a proximidade da disputa eleitoral de 2018 é a pauta que mais movimenta a imprensa nesse momento. As pesquisas de opinião pública, as especulações, as avaliações e até os passos aqui e acolá de partidos e prováveis candidatos fomentam os debates mais acirrados nas redes sociais e no jornalismo.
Não é diferente do cenário geral do país, o que vemos na mídia alagoana.
Pesquisas de intenções de votos pipocam aqui em todas as regiões do estado e já mostram nomes na preferência popular para o governo de Alagoas, senado e as proporcionais para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.
O que nos chama a atenção?
A população, de uma forma geral, tem rejeitado a corrupção e, claro, políticos corruptos. Uns foram às ruas exigir o impeachment de Dilma, outros estão nas ruas pelo “fora Temer”, muitos condenam as reformas do trabalho e da previdência, assim como o aumento de impostos enfiados goela abaixo do brasileiro, mas, no frigir dos ovos, em geral aparecem como favoritos para a próxima eleição, os mesmos envolvidos e responsáveis pelo mar de lama que envolve o país.
Pela primeira vez na história do País temos um pré-candidato a presidente, Lula, já condenado pela Justiça em primeira instância, por corrupção passiva, assim como temos na presidência da Nação um investigado igualmente por crime de corrupção, Michel Temer (PMDB).
E, sim, Lula tem a preferência das intenções de votos do povo brasileiro e, em Alagoas, para onde vem agora em agosto, deverá receber da universidade estadual o título de Doutor Honoris Causa.
Em nosso estado, dois senadores que provavelmente disputarão a renovação do mandato, Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP) respondem inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), também por corrupção.
E ambos pontuam bem na eleição de 2018.
Para a Assembleia Legislativa ou para a Câmara Federal, os prováveis votos para o ano que vem devem reeleger a maioria deles.
Em resumo, pelo andar da carruagem, 2018 será tudo como dantes no quartel de Abrantes, a diferenciar apenas que, agora, o eleitor terá a consciência sobre quem está dando seu voto.
Isso, para o bem e para o mal.
Já a imprensa, tomara que, pelo menos onde se faz jornalismo com honestidade, ela continue a resistir na indignação para, quem sabe, num futuro próximo, a pauta seja de fato a faxina ética na política brasileira.

