Segundo dados apresentados pelo ministro Torquato Jardim, do Ministério da Transparência  (CGU), somente 1,2% de demandas por informações públicas feitas nos últimos cinco anos vieram de jornalistas.

Setenta e cinco por cento dos pedidos feitos entre maio de 2012 e 2017 foram deferidos. Em 2012, foram 55 mil pedidos; em 2016, 112 mil; e, até o início de maio deste ano, 41 mil. Destes, 95% vieram de pessoas físicas, 15% de empregados privados e 1,2% de jornalistas, apresentou o ministro, semana passada, no 9º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, realizado em Brasília.

Ou a imprensa caminha mesmo devagar nesse quesito, ou confia mais em suas fontes do que em números oficiais.

Na segunda opção, o risco está apenas na confiabilidade das fontes, mas é sempre bom checar ou, pelo menos, confrontar as informações conseguidas no paralelo com as que estão divulgadas oficialmente.

Melhor pecar pelo excesso do que pela omissão.

Isso me faz lembrar um fato, quando eu estava na Secretaria de Comunicação do Estado de Alagoas, no governo Teotonio Vilela.

Um repórter me procurou me pedindo uns dados. Eu disse a ele que esses números estavam no Portal da Transparência. Ele me pediu o link e eu passei. Duas horas depois, me ligou e disse que não encontrou o que queria. Eu abri o portal, procurei o que ele me pedira e, por email, passei o link direto para a área solicitada pelo jornalista. Meia hora depois, outra ligação dele.

- Eliane, tô lendo aqui e não estou conseguindo entender. Dá pra você me mandar só os valores que te pedi?

É claro que eu mandei “tudo mastigado”, como se costuma dizer na gíria jornalística, mas matutei, por horas, na frente do portal, aberto no meu computador, qual teria sido a dificuldade do jornalista.

Uma semana de paz&bem para todos nós.