Agosto é um daqueles meses temáticos que a Igreja no Brasil consagra para aprofundar um tema importante para a espiritualidade, a mística e o serviço cristão. Por isso, em todos os dias deste mês, vamos refletir, avaliar e, especialmente, rezar tendo sempre presente o tema das vocações. Sim, estamos no mês vocacional!
Somos todos vocacionados. Desde os primeiros instantes de nossa existência, o Senhor nos Chama. Somos chamados à vida, à fé: dizemos serem as vocações fundamentais que caracterizam a condição humana.
Somos vocacionados à vida, dom gratuito de Deus. Essa vocação fundamental nos faz pensar na dignidade de vida humana. Viver bem, viver feliz e realizado, esse é o nosso primeiro chamado: vida. Mas Deus, em sua intimamente sabe que a vida de verdade só teremos em comunhão com Ele, nosso Criador; sendo assim, nos chama à fé, amizade e confiança Nele. Éa nossa resposta ao chamamento divino.
Além das vocações fundamentais à vida e à fé, comuns a todos, o Senhor nos chama, de perto, com mais intimidade, numa vocação especifica. Seja ela: leiga, matrimonial, religiosa e/ou sacerdotal. Esses são modos bem precisos de realização pessoal, expressão de liberdade, de amor responsável e serviços comprometidos com o plano amoroso de Deus.
O tema das vocações é de grande importância para ávida da Igreja e seu testemunho no mundo. Uma Igreja missionária e samaritana necessita que seus membros correspondam, com amor e fidelidade, à vocação especifica a qual são chamados. Aqueles que são felizes e realizados em sua vocação deixam transparecer aos demais, o cuidado, o respeito, a promoção da vida, vivida com dignidade, um direito fundamental de todos.
Rezemos, portanto, procurando, também, assumir, promover e incentivar a pastoral vocacional. Emprenhando-nos, sobretudo, junto aos jovens, como nos lembra o Documento de Puebla: “a juventude é a faze por excelência das opções”. Sejamos todos promotores vocacionais, ajudando-os no discernimento vocacional, com o nosso apoio e testemunho de vida cristã, numa Igreja que está a serviço.
Enfim, convido os padres, em suas paróquias, os movimentos leigos e pastorais, em especial, a pastoral familiar para aproveitar este mês de agosto, proporcionando momentos de oração, reflexão e ação, aonde todos, em suas vocações especificas, encontrem a alegria de uma verdadeira vida cristã que se consagra inteiramente a serviço, em especial, dos pobres, também chamados à vida feliz.
