Experimentamos, no ano passado, ocasiões de dor e sofrimento provocados pelas enchentes, quase destruidoras de algumas cidades de nossa Arquidiocese.
Entristecidos e solidários, também, nos angustiamos com o drama vivido pelas famílias vitimas de tão grande catástrofe.
Acompanhamos com oração e ações imediatas a dor desses nossos irmãos; procurando ser, para eles e com eles, uma Igreja verdadeiramente samaritana. Solidários a sua dor, o povo de Deus, na Arquidiocese, correspondeu - naquele momento especial – à sua vocação fraterna: foram mãos estendidas para socorrer os flagelados. Multiplicaram-se as ações em prol desses irmãos.
As paróquias atingidas foram assistidas pelos seus padres. Não se omitiram naquele difícil momento, mas abriram as portas das igrejas, salões paroquiais para acolher os desabrigados. Eles foram verdadeiros pastores! Suas iniciativas demonstraram os sentimentos de Cristo, o Bom Pastor, não deixando o rebanho entregue à própria sorte. Foram zelosos os nossos padres! Deus seja louvado por esses homens generosos no serviço fraterno! Silenciosos, não apareceram na mídia, mas as vitimas das enchentes viram e reconheceram seu valor, naquele momento de tragédia. Foram fiéis servidores di rebanho do Senhor.
Depois de passado os primeiros momentos de choque, a Arquidiocese persiste com campanhas, para assistir, de maneira continuada, as vitimas.
Como resultado, logo pensamos e colocamos em prática, com o apoio de voluntários, o Projeto Bem Vindo Bebê, para assistir as mulheres grávidas e seus filhos e, em especial, aquelas, ainda adolescentes e pobres, encontradas nos abrigos improvisados, trazendo-as para Maceió, a fim de serem assistidas e acompanhadas por pessoas especializadas.
Decorrido um ano das enchentes, queremos, agora, fazer um ato celebrativo, com objetivos específicos: fazer memória, para não perdemos de vista tão triste acontecimento e, ao mesmo tempo, ficarmos vigilantes, cobrando das autoridades competentes, empreendimentos que favoreçam nosso povo, para que tragédias como aquelas não se repitam e não mais encontrem o povo totalmente exposto às intempéries naturais, muitas vezes, por descaso das autoridades públicas.
O Ato Celebrativo será neste domingo, dia 19 de junho, quando estaremos reunidos em Branquinha, uma das cidades vitimadas pelas enchentes. Lá, com testemunhos de pessoas que enfrentaram as tragédias, celebraremos a Eucaristia concelebrada com os padres das cidades atingidas, quando renderemos graças a Deus por nos ter dado coragem e força para enfrentar as adversidades da vida, sem resignação, mas com a ousadia daqueles que se deixam conduzir pelo poder transformador do Evangelho.
