O jovem florentino de origem humilde, Guccio Gucci, ao trabalhar no suntuoso “Hotel The Savoy” de Londres se encanta pelas bagagens dos ilustres hóspedes e assim, inicia-se a trajetória dos sonhos sempre visando à elegância e o luxo. Obcecado em realizá-los, as suas observações e habilidades artesanais o levam de volta a cidade natal para abrir o seu primeiro negócio em 1921.
Em Florença casa-se com a costureira Aída e tem cinco filhos, um deles falecendo ainda pequeno. Começa o projeto em família com a marca que traria tantas alegrias e desarmonias nas gerações seguintes. Com Aldo Gucci, assessorando seu pai, um homem ativo, talentoso por suas idéias a frente do seu tempo abre outra loja em Roma.
Nessa época estoura a segunda guerra mundial. Sem fornecedores e com escassez de materiais a criatividade veio a cavalo. Literalmente! A inspiração equestre, especialmente no pós-guerra, juntamente com o bambu já utilizado nas bolsas seria a referência da grife. O estribo, o arreio e o bridão estão presentes em todos os acessórios, que nos tempos primórdios priorizava, apenas, malas fabricadas artesanalmente em couro novilho.
Com tanto sucesso pela capacidade inovadora na linha de produção, mais uma loja é aberta. Dessa vez nos Estados Unidos, um salto maior. Com o falecimento do Guccio Gucci, os seus três filhos homens, Aldo, Vasco e Rodolfo dão continuidade ao projeto familiar fundado pelo seu pai.
Hoje a Gucci conta com mais de 450 lojas espalhadas pelo mundo sob nova direção. Muitas questões inusitadas e polêmicas aconteceram até aqui, inclusive um assassinato, uma história intrigante digna de Sherlock Holmes. Vale à pena embarcar nessa aventura com a Casa Gucci - Uma História de Glamour, Cobiça, Loucura e Morte da autora Sara Gay Forden.
Boa leitura!
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