Os festejos no Brasil surgiram em junho com a celebração dos índios à agricultura, uma população do campo que comemorava os seus proveitos com muita dança e comida típica. Com a chegada dos jesuítas portugueses no mesmo período, a festa se fundiu com o cristianismo. Daí a homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro. A contribuição folclórica é, portanto, multicultural. A dança coreografada (quadrilha) veio da França, a fogueira dos índios e os quitutes é uma mistura da nossa mandioca, batata-doce e amendoim com o bolo de fubá, quentão entre outras delícias portuguesas. Há teses que envolvem influências de outras regiões europeias e o solstício de verão à festa junina, mas isso é assunto para os historiadores.
As roupas trazidas dos salões nobres pela família real não aguentaram o clima tropical, tampouco as circunstâncias reais em que elas seriam expostas. Precisou se adequar a realidade brasileira, encurtando-as e retirando volumes de suas anáguas. Com o tempo a vestimenta foi tomando forma de chita. Os homens adotaram a calça curta e, o remendo que remete a lavoura até hoje tem seu valor. O chapéu de palha e as sandálias de couro foram alternativas encontradas para driblar o calor, especialmente no nordeste onde a tradição se consolidou. Em outra vertente, especialistas confere o famoso traje ao Jeca Tatu, personagem acendido por Monteiro Lobato.
Com a grande repercussão da festa, os fashionistas foram agregando e customizando alguns elementos (roupas e acessórios) para satisfazer os diversos estilos e locações sofisticadas. Os tecidos nobres como seda, cetim e tafetá, assim como belos adornos de cabeça são encontrados no mercado de luxo, retomando em parte o conceito à ela atribuída nos grandes salões europeus.
Os ritmos do nordeste brasileiro são tão contagiantes que as festividades se estenderam até julho, também em outros estados.
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