O minimalismo, mais do que um estilo pessoal é um estilo de vida.
Muitas pessoas já vêm fazendo esse movimento pelo mundo para minimizar os efeitos acumulatórios que trazem desordem e desequilíbrio em seu dia a dia. Hoje, o “chique” é o desapego, é viver em harmonia com o que realmente é necessário.
Há vários documentários como o “Minimalismo: um documentário sobre as coisas que importam”, também o conceito de organização da japonesa Marie Kondo disponibilizada na Netflix e, outros meios de comunicação que permeiam essa área com muita tenacidade. O tema vem ganhando espaço, porque muitas vezes o consumo desenfreado está ligado às questões psicológicas denotando uma compulsão, conforme estudos. Há de se pensar sobre todos os aspectos e considerar mudanças que proporcione o bem estar a cada um, em particular, sem julgamentos ou preconceitos.
Na consultoria de imagem os profissionais trabalham com armários-cápsula e malas-cápsula, dentre outras funções. Essa técnica consiste em agrupar poucas peças criando várias combinações sem precisar de nada novo, ou seja, coordenando as peças curinga com três a cinco peças e alguns acessórios coloridos possibilitando assim a pluralidade dos looks por estação, para ambos os sexos. É a concepção da praticidade, da funcionalidade com criatividade. O viés do menos é mais.
Historicamente o minimalismo nasceu antes de Cristo, mas o conceito surgiu no campo das artes na década de 60. Ele é o reflexo do movimento contracultural, liberal, questionador. Entretanto, o minimalismo como expressão comportamental difere da “sociedade alternativa” inspirado nos anos anteriores, pois ele busca combater o sistema consumista com mais maturidade e consciência, sem radicalismo.
Segundo a escritora americana, Francine Jay: "Quando não somos dependentes das coisas ou não somos mais definidos pelo o que possuímos nossos potenciais e possibilidades são ilimitados".
As francesas, símbolos da elegância mundial há muito aderiram ao movimento, sinal de que a elegância vai muito além do que o comércio nos impõe.
Para refletir.
Estou no Instagram @luciahmsaraiva

