Muitas pessoas confundem elegância com um corpo longilíneo e esbelto associados a uma pessoa circunspecta, séria, que esbanja glamour e uma excelente conta bancária. Em termos de silhueta, da leveza de movimentos, do porte, do gosto apurado ao se vestir até pode se passar por uma pessoa elegante. As aulas de etiqueta social ensinam como se comportar em diversos ambientes e nelas se obtêm bons resultados. Tudo nessa vida se aprende desde que tenhamos interesse, o que é muito positivo.
Entretanto, a elegância vai muito além da estrutura física de um indivíduo, ela é o adorno da alma, é uma união de formosura com simplicidade, é o sorriso despretensioso, generoso, gracioso. Tudo gera encanto porque é natural.
Essas pessoas são encontradas em todas as regiões, dentro e fora dos centros urbanos, circulam por nós e entre nós, como algumas pessoas da nossa família, os nossos amigos, nossos colegas, nossos vizinhos. Também desconhecidos que conversam conosco num banco de praça, passeiam com os seus cãezinhos, brincam com as nossas crianças, cumprimentam as pessoas, engajadas em obras sociais, enfrentam congestionamentos pacientemente, cuidam de sua família, falam baixo e pausadamente, fazem coisas comuns como muitos de nós. Porém, se distinguem pela educação, pela gentileza, pela forma delicada de se posicionar, pelo comportamento discreto, pelo hábito de nunca reclamar, pelo decoro, pela personalidade, pelo bom gosto em tudo que faz.
Em geral as pessoas verdadeiramente elegantes têm estilo próprio, não seguem tendências de moda, grifes, modismos ou rótulos, sabem valorizar o seu corpo com peças que possuem no armário adquiridas para não chamarem atenção, em geral optam por roupas clássicas, elementos neutros. Isso não é uma regra da elegância, mas é um “sintoma” da simplicidade sofisticada.
Finalizo com as palavras de Coco Chanel sobre elegância:
“Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe”.
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